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Na noite de 31 de agosto, Antônio Ernani Pedroso Calháu Ernany Calhao passou a ocupar a Cadeira 26, da Academia Mato-Grossense de Letras, cujo patrono foi Joaquim Duarte Murtinho, e seus ocupantes: Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa, Oscarino Ramos e Benedito Pedro Dorileo. Grandes homens que tiveram, cada qual ao seu tempo, suas trajetórias marcadas por histórias exitosas.
A Academia Mato Grossense de Letras o recebeu com toda distinção merecida.
A presidente Sueli Batista abriu o evento falando do novel acadêmico, com palavras que remeteram as memórias afetivas. “Como se fossem gravadas numa matriz de placa metálica destinada para a impressão de textos e imagens, as lembranças de distintas épocas ganham fluidez na mente de Antonio Pedroso Ernani Calháo, que se emociona em ter sua vida em detalhes. Dentre suas recordações, lá está uma casa feliz, com um avô intelectual. educador, jornalista e empresário gráfico e uma avó, mulher forte, muito avançada para seu tempo. Da sua cadeira de balanço dizia ela: Antônio você será um grande homem”.
Após transcorrer sobre o empossado, dentro do contexto de sua vida pessoal, no qual os laços familiares são fortes, ela finalizou, como se voltasse ao começo, destacando: “Antonio você será um grande homem”, apontando que isso já não era mais eco do passado, porque ele pela sua trajetória passaria a ocupar a Cadeira 26, cujo patrono foi Joaquim Duarte Murtinho, e seus ocupantes: Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa, Oscarino Ramos e Benedito Pedro Dorileo. Grandes homens que tiveram, cada qual ao seu tempo, suas trajetórias marcadas por histórias exitosas. Frisou que ele acreditou que a sua grandeza também estaria na imortalidade, conquistada pelo mérito de toda a sua vida.
Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, que presidiu a AML por três gestões, fez o discurso de recepção, com palavras inteligentes que emocionaram, e trouxe a luz fatos im portantes, a exemplo da chegada do seu trisavô. “O acadêmico Calháo realiza tal mister quase que como uma missão e, sem dúvida, o é como um tributo a ancestrais seus que aqui lançaram raízes a partir de meados do século XIX. Pois foi no ano de 1856 que aqui chegou, vindo da Bahia, Joaquim José Rodrigues Calháo”, destacou.
A atividade cultural do empossado, além de sua atuação no Direito e na Literatura também foi recordada por Carlos Gomes. “Ernani Pedroso não é apenas o estudioso do Direito, e recentemente praticante da literatura, mas é de igual modo um ativista cultural que luta há anos, e mais incisivamente desde que ajudou a fundar em 1989 a associação Muxirum Cuiabano, para que sejam resgatadas e valorizadas as raízes das tradições culturais e humanistas da terra que acolheu um Luís Pereira de Melo e Cáceres, o grande estadista do período Colonial, de Ricardo Franco de Almeida Serra, e gerou Antônio João Ribeiro, Joaquim Murtinho, Prudêncio Giraldes Veiga Cabral, Cavalcanti Proença, a que se somam os nomes de tantos outros ilustres brasileiros, aqui nascidos ou não, alguns dos quais inscritos no panteão pátrio”.
“Honra-me, sobremaneira, ingressar a esta Academia, entidade com estreito vínculo com a história deste Estado e sua Capital. Academias são instituições voltadas ao conhecimento, congregam intelectuais na persistente construção de bens culturais sob o esteio das letras, elementos basilares da civilização”, destacou Ernani Calháo em seu discurso.
Segundo ele, dentro deste prisma, “a Academia Mato-Grossense de Letras se define por dois eixos: a literatura e a cultura mato-grossenses. É o que se vislumbra ser sua missão, segundo o expresso no estatuto da Casa, e de toda produção acadêmica no âmbito da arte, em seu sentido ampliado, em seus 100 anos de existência”.
Ao finalizar sua fala enfatizando os que o sucederam, destacou o último ocupante da Cadeira 26, o professor Benedito Pedro Dorileo, dizendo que ele “honrou a família. Honrou esta Casa, como honrou Cuiabá, e honrou o Brasil. Sucedê-lo jamais, imitá-lo talvez, honrar sua memória, sempre”, frisou.
Conduziram Ernani para a mesa de honra: Lucinda Persona, Marta Cocco, Ubiratã Nascentes e Yvens Scaff.
A pelerine, que é usada pelos imortais, foi colocada por José Cidalino Carrara, primeiro vice-presidente da AML.
Participaram da entrega de flores e placas de honra para os homenageados, os acadêmicos: Aclyse Matos, Elizabeth Madureira, Luís Orione, Moisés Martins, Nilza Queiroz e Valério Mazzuoli.
Foram destacadas primeiramente com flores e placas de honra as famílias representadas na mesa de honra pela viúva do professor Dorileo, senhora Marlene Dorileo e pela esposa do empossado, Silvana Calháo.
Ernani destacou ainda com placas o maestro Fabrício de Carvalho, da UFMT e a empresa Studio Press Comunicação, representada pela pela diretora Mariza Bazo.
A posse pode ser assistida nos canais da AML, no YouTube e Instagram. A parte musical foi executada por um quinteto de cordas da UFMT. O reitor da Universidade, Evandro Aparecido Soares da Silva compôs o dispositivo de honra, juntamente com representantes da família e do Poder Judiciário.
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Foi num clima de muita harmonia e democrático que ocorreram as eleições para novos membros da Academia Mato-Grossense de Letras-AML, na Casa Barão, no dia 7 de agosto. Foram eleitos, a poeta, escritora e professora, Marli Terezinha Walker, para Cadeira 2, e o advogado e escritor Antônio Ernani Pedroso Calháo para a Cadeira 26. A presidente da instituição, Sueli Batista dos Santos disse que tiveram 35 votantes, dos 38 que tinham direito a participarem do sufrágio. O número é expressivo e o resultado mostrou uma clara preferência da maioria, sendo que ambos foram muito bem votados, não abrindo nenhuma margem para questionamentos. Fizeram parte da comissão escrutinadora, que conduziu as eleições, nomeada pela presidente, os acadêmicos: Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, Lindinalva Rodrigues e Valério Mazzuoli.

O acadêmico José de Freitas, de 92 anos, votando
Além de Marli Walker participaram do pleito Caio Augusto Ribeiro, Celso Ferreira da Cruz Victoriano, Gabriel Leal, Kleiber Leite Pereira e Rui Matos. A Cadeira 2 tem como patrono Joaquim da Costa Siqueira, político, escritor e cronista, e teve como última ocupante a advogada, professora e escritora, Marília Beatriz de Figueiredo Leite.
Ernani Calháo concorreu com os candidatos: Allan Kardec Pinto Acosta Benitz, Bruno Lima Barcellos, Josué Ribeiro da Silva Nunes e Mário Cézar Silva Leite. O patrono da Cadeira 26 é o médico, político e intelectual Joaquim Duarte Murtinho e o último ocupante foi o professor e escritor Benedito Pedro Dorileo.
Tão logo foi encerrada a votação, a presidente designou duas comissões para oficialmente comunicar os vencedores. Marli Walker recebeu em sua casa as acadêmicas, Lucinda Persona, Marta Cocco e Cristina Campos, no próprio sábado. Ernani Calháo recebeu no domingo, no Hotel Odara, os acadêmicos Sebastião Carlos, José Cidalino Carrara e João Batista de Almeida.

CADEIRA 2 – A ELEITA
Marli Terezinha Walker - nascida em Bom Jesus D’Oeste-SC, em 1966, é licenciada em Letras pela UNEMAT (2000); professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), Campus Cuiabá (2011); Mestre em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso (2008); Doutora em Literatura, pela Universidade de Brasília, UnB (2013); Especialista em Literatura Infanto-Juvenil e Ensino pela UNEMAT (2004); Professora/pesquisadora do Programa de Pós-Graduação – Mestrado Acadêmico em Letras da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).
Participa de grupos de pesquisa voltados para a literatura brasileira produzida em Mato Grosso e coordena a linha de pesquisa “A Escrita do Gênero”, que investiga o silenciamento das vozes femininas e as marcas da escrita da mulher na historiografia literária local e integra a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística – ANPOLL, GT “A Mulher na Literatura”.
Possui relevante e destacada produção literária nacionalmente reconhecida, da qual se destacam os seguintes livros de produção individual: Pó de serra. 1. ed. Cáceres: Editora UNEMAT. Poesia; “Demorei tanto” (Evasão,p.59); Inferno e paraíso na poética de Adriane Rocha. 1. ed. Cáceres/MT: Editora UNEMAT. Crítica literária; Águas de encantação. 1. ed. Cáceres/MT: Editora UNEMAT. Obra selecionada pela Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Sinop. Poesia; Apesar do amor. 1. ed. Cuiabá: Carlini&Caniato. Obra selecionada pelo Ministério da Educação para constar no PNLD – Plano Nacional do Livro Didático/2018. Poesia; Pó de serra. 2. ed. Cuiabá: Carlini&Caniato. Poesia; Coração Madeira. 1. ed. Cuiabá: Carlini&Caniato. Romance; Jardim de ossos. 1. ed. Cuiabá: Carlini&Caniato. Obra selecionada pelo edital Biblioteca Estevão de Mendonça, promovido pelo Governo do Estado de Mato Grosso. Poesia; Mulheres Silenciadas e vozes esquecidas: três séculos de poesia feminina em Mato Grosso. 1. ed. Cuiabá: Carlini&Caniato. Obra publicada pela Lei Aldir Blanc, edital MT/Nascentes, promovido pela SECEL/MT. Crítica literária.
Ela tem ainda muitas obras como coautora voltadas a literatura, Dentre os prêmios e títulos ostentados pela autora, consigna-se que, no ano de 2016, sua obra “Apesar do amor”, foi selecionada pelo Ministério da Educação para constar no PNLD – Plano Nacional do Livro Didático/2018, orgulho nacional para as letras e sobretudo, para todas as mulheres escritoras de Mato Grosso.
Sua posse está marcada para o dia 14 de setembro.
CADEIRA 26 – O ELEITO
Antônio Ernani Pedroso Calháo - é natural de Cuiabá e reside em São Paulo. Ao longo de sua trajetória o eleito revela seu comprometimento com Mato Grosso, especialmente com sua terra natal. Foi um dos responsáveis pela criação do Muxirum Cuiabano, instituição que lutou pela preservação da cultura regional, e que teve grande repercussão no cenário cuiabano.
De sua trajetória destaca-se que é pós-Doutorado na Universidade de Coimbra - Portugal. Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Graduou-se em Economia e Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso. É Advogado inscrito sob o nº 299079 na OAB-SP, Professor Assistente da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Professor convidado do Programa de Pós-Graduação da Escola de Direito de São Paulo/GV Law no Curso de Gestão Pública Judiciária. Exerceu, até 2010, o cargo de Professor Associado I da Universidade Federal de Mato Grosso. Na área jurídica desenvolve atividades ligadas ao Direito Constitucional e Administrativo, com ênfase na teoria das organizações e gestão. Atuou no Poder Judiciário como Analista como Assessor e Secretário Geral da Presidência do TRT de São Paulo, onde se aposentou. É membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas, titular da cadeira 63.
No campo das letras tem vasta contribuição para a área do Direito, e também para a literatura, com especial vinculação à área dos Direitos Humanos, na História e na Cultura mato-grossense seu empenho na pesquisa regional, estampado em sua produção intelectual, com importantes livros de sua autoria.
Dentre suas obras individuais: Princípio da Eficiência na Administração da Justiça. São Paulo: RCS; Justiça Célere e Eficiente: Uma Questão de Governança Judicial. São Paulo: LTr; O Zunzum do Rio. Rio de Janeiro: Lumen Juris; Breve Release Histórico, Artístico-Cultural. Sua última obra, o Elo Perdido: O Primeiro Livro de Poesia de Mato Grosso. Cuiabá: Carlini&Caniato, trouxe lume as origens esquecidas da produção literária de Mato Grosso, recuperando em vasta pesquisa a produção de José Rodrigues Calháo. É voltado para a Literatura e História.
Sua posse está marcada para o dia 31 de agosto.
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Desde o dia 12 de julho os 11 candidatos inscritos e que tiveram seus méritos reconhecidos para a Academia Mato-Grossense de Letras-AML, concorrendo para as Cadeiras 2 e 26, trabalharam junto ao corpo acadêmico, mostrando obras por eles produzidas, de forma individuais e coletivas, além de históricos de suas vidas.
A Cadeira 2, cujo patrono é Joaquim da Costa Siqueira, político, escritor e cronista, teve como a última ocupante a advogada, professora e escritora, Marília Beatriz de Figueiredo Leite, está sendo disputada por seis candidatos: Caio Augusto Ribeiro, Celso Ferreira da Cruz Victoriano, Gabriel Leal, Kleiber Leite Pereira, Marli Walker e Rui Matos
Concorrem para a Cadeira 26, que tem como patrono o médico, político e intelectual Joaquim Duarte Murtinho, cinco candidatos. O último ocupante foi o professor e escritor Benedito Pedro Dorileo. Estão na disputa: Allan Kardec Pinto Acosta Benitz, Antônio Ernani Pedroso Calháo, Bruno Lima Barcellos, Josué Ribeiro da Silva Nunes e Mário Cézar Silva Leite.
Sueli Batista, presidente da AML disse que tem confiança de que o processo eleitoral será tranqüilo e que no próprio sábado serão divulgados os resultados. Isso porque o pleito será realizado seguindo todas as regras e obedecendo o que rege o estatuto, ou seja vale o que está escrito. “Foi um período de exercício de democracia, sendo que todos os participantes, igualmente, receberam os contatos para suas respectivas campanhas, cada qual fazendo seu caminhar”, frisou a presidente.
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Encerraram no dia 12 de julho, as inscrições para duas vagas na Academia Mato-Grossense de Letras- AML. Ao todo 11 candidatos se inscreveram, atendendo ao edital, sendo seis para a Cadeira 2, cujo Patrono é Joaquim da Costa Siqueira, político, escritor e cronista e a última ocupante a advogada, professora e escritora, Marília Beatriz de Figueiredo Leite e cinco para a Cadeira 26, cujo Patrono é o medico, político e intelectual Joaquim Duarte Murtinho, sendo o último ocupante o professor e escritor Benedito Pedro Dorileo. Ao todo foram 11 os inscritos, número que segundo a presidente da instituição, Sueli Batista superou as expectativas.
No dia 13 de julho reuniram-se na AML as Comissões de Admissibilidade e de Mérito que analisaram os documentos e as obras dos inscritos, emitindo os seus pareceres. O sufrágio ocorrerá no dia 7 de agosto.Os eleitores do interior estarão recebendo suas cédulas via sedex, e os que não estarão em Cuiabá já começaram a retirar suas cédulas. A presidente Sueli Batista acredita que será um processo muito tranqüilo.

Candidatos para a Cadeira 2 (Por ordem alfabética)
Caio Augusto Ribeiro
Celso Ferreira da Cruz Victoriano
Gabriel Augusto Leal
Kleiber Leite Pereira
Marli Walker
Rui Matos

Candidatos para a Cadeira 26 (Por ordem alfabética)
Allan Kardec Pinto Acosta Benitz
Antônio Ernani Pedroso Calháo
Bruno Lima Barcellos
Josué Ribeiro da Silva Nunes
Mário Cézar Silva Leite
Componentes da Comissão de Admissibilidade

João Batista de Almeida
José Cidalino Carrara
Ubiratã Nascentes Alves
Componentes da Comissão de Mérito da Cadeira 2
Lindinalva Rodrigues
Lucinda Persona
Marta Cocco

Componentes da Comissão de Mérito da Cadeira 26

Aclyse de Matos
Elizabeth Madureira
Neila Barreto
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Com sistema de telefonia e de internet funcionando e integrada com todas as mídias sociais, a AML realizou sua reunião ordinária, no dia 3 de julho, de forma híbrida pelo sistema zoom, e contou com poucos participantes de forma presencial, dentre eles os acadêmicos José de Freitas, com mais de 90 anos e Nilza Queiroz Freire que no dia 1º de julho completou 89 anos.
Na abertura da reunião os acadêmicos oraram pela memória de Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que há um ano partiu para outro plano, e também pela saúde de Moisés Martins que se encontrava hospitalizado por problemas de coluna. Também comemoraram a vida saudável, entoando um parabéns prá você para Nilza Queiroz, que passou a integrar o quadro de beneméritos da instituição, por ter tomado posse há 25 anos.
A AML está preparando uma revista com edição especial, será a número 100 e nela constará todos que já passaram por suas Cadeiras, inclusive com seus respectivos patronos.
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No dia 18 de junho a Academia Mato-Grossense de Letras realizou a Sessão Magna de Saudade da Acadêmica Marília Beatriz de Figueiredo Leite, que faleceu dia 3 de julho de 2020. Após a solenidade a presidente Sueli Batista declarou vaga a Cadeira 2. O evento ocorreu no salão nobre da Casa Barão de Melgaço, sede da instituição. No salão social, aconteceu um coquetel com lançamento de obras inéditas de Marília, pela Entrelinhas Editora.
Com a vacância da Cadeira 2, ocupada por Marília Beatriz e da Cadeira 26 que foi declarada vaga dia 8 de junho, com a sessão Magna de saudade do professor Benedito Pedro Dorileo, será publicado edital para as duas vagas.

A Sessão Magna de Saudade é sempre carregada de muita emoção. O acadêmico Ivens Scaff foi o convidado pela AML para fazer o “Panegírico” da falecida, tributo prestado pela instituição, e o fez com o coração carregado de emoção. Marília tinha uma grande relação de amizade com o poeta.

Moema de Figueiredo Leite, irmã de Marília Beatriz, prestou também suas homenagens, falando em nome da família.
Atividades culturais não poderiam faltar na solenidade.O grupo “Os Crônicos” fez performance com fragmentos poéticos de Marília. Cantaram, interpretaram, emocionando e fazendo o público sorrir.
A Revista 99 da Academia Mato-Grossense de Letras, livro que foi lançado no dia 8, numa homenagem ao centenário de João Antônio Neto e a memória de Benedito Pedro Dorileo e Marília Beatriz de Figueiredo Leite, teve a parte do tributo feito para Marília, apresentada pelo escritor Aclyse de Mattos, um dos responsáveis pela coordenação editorial.

O evento foi híbrido, com poucos convidados presenciais devido a pandemia.
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Na noite de 8 de junho foi realizada a Sessão Magna de Saudade do professor Benedito Pedro Dorileo, membro da Academia Mato-Grossense de Letras. Ele faleceu no dia 12 de dezembro de 2019. Após a sessão, a presidente Sueli Batista declarou que a Cadeira 26, até então por ele ocupada, estava vaga.
O vice-presidente José Cidalino Carrara fez o cerimonial de tributo, que contou com falas emocionadas. O panegírico do falecido foi escrito e lido por Nilza Queiroz Freire, que no limiar dos seus 89 anos continua a dar grande exemplo de compromisso com a instituição. A acadêmica fez uma explanação dos grandes feitos do homenageado. Num dos trechos, deixou o coração amigo falar, reservando um final de emocionar, que segue.

“São Pedro, certamente, abriu as portas para o professor Dorileo, dizendo: - Entra, filho do Pai Celestial-; o lugar da sua crença está reservado; você ficará frente-a-frente com a Eternidade que é o próprio Deus em quem acreditou. Sua vaga será preenchida, mas seu lugar nesta Academia Mato-Grossense de Letras será muito bem lembrado, pelas obras literárias que produziu para esta época e para a posteridade (gerações futuras); daí o seu título de IMORTAL!”.

Falou em nome da família, o filho Ivo Leandro Dorileo, que resgatou memórias afetivas de tirar lágrimas de emoção.
O poema “O útil é a natureza”, do livro Cholo” de Benedito Pedro Dorileo foi declamado por Diná Vicente, amiga da família. Do mesmo livro José Cidalino Carrara leu uma crônica rememorando passagem da vida do autor.

Foi lançada na oportunidade a Revista 99, que teve na coordenação editorial os acadêmicos: Elizabeth Madureira, Aclyse de Mattos e Fernando Tadeu de Miranda Borges. A iniciativa da revista foi da presidente Sueli Batista, para prestar uma homenagem ao centenário de José Antônio Neto e fazer um tributo a memória de Benedito Pedro Dorileo e Marília Beatriz de Figueiredo Leite.
Ao explicar como a revista foi concebida, Elizabeth Madureira destacou a participação de familiares e acadêmicos na redação. Todos receberam, durante o coquetel, a obra que tem quase 150 páginas.

A viúva Marlene Dorileo, que durante toda a cerimônia foi emoldurada pelas filhas Cidinha e Ízis, recebeu homenagem da AML sendo que a presidente convidou, para entregar-lhe flores e um singelo mimo os acadêmicos Amini Haddad, Lucinda Persona, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho e Ubiratã Nascentes.
A presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, Neila Matia Souza Barreto ocupou a mesa de honra, ficando ao lado de Sueli Batista, sendo que as entidades centenárias são "irmãs" e ocupam a Casa Barão. O professor Dorileo também foi membro do IHGMT.
Após a cerimônia os convidados cumprimentaram os familiares no Salão Social da Casa Barão, onde foi oferecido pela AML e a sra. Marlene Dorileo um coquetel.
Na foto abaixo dona Marlene,e seus filhos Izis, Cidinha e Ivo.
* Fotos Denise Maia/ Studio Press
O evento foi híbrido, com transmissão através do Instagram:
@academiadeletrasmt
e do YouTube:
academiamato-grossensedeletras
Assista nos links das imagens captadas respectivamente por Mariza Bazo e Marcondes Silva.
https://www.instagram.com/tv/CP4RERjFtSR/?utm_medium=copy_link
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