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Com emoção na voz e demonstrando amizade pelo homenageado, a presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Sueli Batista presidiu a Sessão Magna de Saudade em memória do acadêmico Tertuliano Amarilha, ocupante da Cadeira 23, que faleceu no dia 26 de junho deste ano. O evento ocorreu no Salão Nobre da. Casa Barão e os familiares receberam os convidados no Salão Social. Fizeram parte da mesa de honra, a presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso- IHGMT, Neila Barreto, diretora 1ª secretária da AML, a curadora da Casa Barão, Elizabeth Madureira Siqueira, presidente da Comissão Editorial da AML, o filho do homenageado, Gilson Ottoni Amarilha e Rubia Ranzani, presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW Cuiabá, instituição Amiga da Academia. O diretor 1º tesoureiro, José Cidalino Carrara fez a parte oficial do cerimonial.
Sueli Batista leu após abrir os trabalhos, a poesia "Visita Milagrosa" uma das que Tertuliano lhe dedicou em uma das visitas que ela fez ao acadêmico, que já nao podia participar das reuniões da instituição.
Elizabeth Madureira Siqueira foi designada para fazer o panegírico do homenageado, destacando a trajetória de sucesso de Tertuliano e convidou para fazer parte do rito póstumo, os vices-presidentes da AML Aclyse Mattos e Fernando Tadeu que declamaram poesias do falecido.
Outras poesias de Tertuliano foram declamadas, uma pela neta do homenageado Danielle Amarilha, que destacou a criação dedicada pelo avô, para sua avó Guiomar; a outra poesia por Mariza Bazo, jornalista e Amiga da Academia que também contribuiu com a parte inicial do cerimonial. Ela disse que Tertuliano ao conhecê-la há mais de 20 anos, lhe dedicou os belos dizeres poéticos numa folha que guardou, podendo naquela noite retribuir naquele momento a homenagem.
O filho Gílson Ottoni Amarilha, falou em nome dos seus irmãos Jásper Ottoni Amarilha , Jardel Ottoni Amarilha e Geisa Ottoni Amarilha, e de toda a família, noras, genro, netos e bisnetos. Falou pouco, pois no início da cerimônia foi o narrador do mini documentário sobre a trajetória de seu pai, que foi produzido por Marcelo Miranda, seu genro.
A parte musical ao piano e violino foram executadas respectivamente por nomes que são referências, o maestro Fabricio Carvalho e a violista Fernanda Pavan.
A presidente prestou uma homenagem, ao final da cerimônia, para Geisa Ottoni Amarilha, com flores e um presente com chancela da AML, que foram entregues pela diretora 2ª Tesoureira, Marta Cocco e pela conselheira fiscal Nilza Queiroz Freire.
A presidente antes de finalizar a sessão declarou com a voz embargada que estava vaga a Cadeira 23.
Agradeceu aos acadêmicos que prestigiaram a solenidade destacando que "juntos realizamos uma sessão a altura do que o homenageado mereceu.
A próxima Sessão Magna de Saudades será dedicada a memória de Avelino Tavarez, que faleceu em 21 de julho, vítima de Covid 19. O evento ocorrerá na Casa Barão de Melgaço, no dia 10 de setembro às 19 horas.
Fotos de Camila Ribeiro
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Avelino era jornalista e escritor, colaborou com os jornais: Estado de Mato Grosso, Diário de Cuiabá, Jornal do Dia, Correio da Imprensa, A Gazeta, Folha do Estado. Foi Assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Cuiabá. É Cavaleiro da Ordem do Mérito Mato Grosso, título outorgado pelo Governo do Estado de Mato Grosso. É autor da obra a Janela do Tempo. Uma das últimas honrarias recebidas foi a Medalha e o diploma do mérito dos 100 anos da instituição. A presidente da AML, Sueli Batista lamentou o falecimento, destacando a importância de Avelino Tavares para a literatura. Suas declamações eram carregadas da seiva de sentimentos e seus textos abriram janelas para o tempo..
SOBRE AVELINO
Nasceu em Cuiabá-MT, no dia 11 de março de 1926. Filho do Tenente Francisco Antônio Tavares e de Maria Montiel Tavares. Seus estudos fundamentais foram cursados junto à tradicional Escola Modelo Barão de Melgaço, em Cuiabá. O nível médio, no Liceu Cuiabano, onde se bacharelou. Depois de formado, frequentou diversos cursos de extensão: - Introdução ao Serviço Social (1954), realizado durante o governado de Fernando Corrêa da Costa, em parceria com a Legião Brasileira de Assistência; - Desenvolvimento Brasileiro – Convívio – Sociedade Brasileira de Cultura (1978), oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso; - Sociedade Brasileira e Participação Democrática, oferecido pelo Convívio – Sociedade Brasileira de Cultura (1979), pela UFMT.
Profissionalmente Avelino ocupou os cargos de Chefe de Gabinete Parlamentar do Vereador Marcelo Ribeiro Alves (01/01/1993 a 01/05/1994), e de Assessor de Jornalismo da Câmara Municipal de Cuiabá (1994) Pelos méritos e reconhecimento, foi merecedor das seguintes insígnias: Sócio Honorário do Rotary Club, Cuiabá (Porto); Diploma de Honra ao Mérito, oferecido pela Polícia Militar do Estado de Mato Grosso – Comando Geral (1993); Cavaleiro da Ordem do Mérito Mato Grosso, oferecido pelo Governo do Estado de Mato Grosso (1994)
Jornalista por vocação e diletantismo, por mais de 50 anos, colaborou nos seguintes periódicos: Estado de Mato Grosso, Diário de Cuiabá, Jornal do Dia, Correio da Imprensa, AGazeta, Folha do Estado e outros. Autor de um livro de prosa e poética, intitulado Janela do Tempo.
O Acadêmico não teve velório devido a causa de sua morte ser Covid 19, entretanto, antes do sepultamento a presidente Sueli Batiosta, lhe fez uma ultima homenagem em nome da instituição.
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A Academia Mato-Grossense de Letras-AML realizou no dia 9 de julho Reunião Ordinária, quando junto ao seu corpo acadêmico, definiu-se a data da Sessão Magna de Saudades, em homenagem ao Acadêmico Tertuliano Amarilha. No dia 12 de agosto, a sessão ocorrerá com a presença dos familiares, amigos e membros da AML.

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A Academia Mato-Grossense de Letras, recebeu no dia 23 de junho professores e alunos da Escola Estadual Professor João Batista, de Tangará da Serra.
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A Academia Mato-Grossense de Letras, recebeu no dia 23 de junho professores e alunos da Escola Estadual Professor João Batista, de Tangará da Serra.
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O mestre da cultura, Natalino Ferreira Mendes é tema do documentário que será exibido no Cine Teatro Cuiabá, nesta terça-feira, dia 26 de abril, às 19h30
O poeta, jornalista, historiador e memorialista cacerense Natalino Ferreira Mendes (1924-2011) terá Documentário lançado no Cine Teatro Cuiabá, nesta terça-feira, dia 26 de abril, às 19h30, compondo a Agenda de comemoração dos 80 anos do Cine Teatro, com entrada gratuita.
Com direção de Leonardo Sant’Ana, Terra do Sol Filmes, o Documentário faz parte de um projeto maior aprovado pela Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer/SECEL/2020, que previu a publicação de inéditos do seu acervo documental, Fragmentos da história cultural de Cáceres e outros fios da memória, em dois volumes, pela Editora Carlini & Caniato (2021) e a construção do Site www.natalinoferreiramendes.com.br por Umberto Magalhães, onde se encontra o conjunto da obra do escritor, com download gratuito, além da sua trajetória pessoal e profissional.
O incentivo público trouxe a oportunidade de concretização de uma ideia que tomou forma com apoio de professores das Escolas Públicas, da UNEMAT e dos companheiros da Academia Mato-Grossense de Letras e dos Institutos Históricos de Cuiabá e de Cáceres, instituições das quais o homenageado fez parte, tanto como associado como incentivador. Neste momento, o Cine Teatro Cuiabá é parceiro no processo de difusão,abrindo suas portas à comunidade cuiabana e aos cacerenses que aqui residem. 
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Olga Castrillon Mendes e a presidente da AML, Sueli Batista.
Pioneiro ao tratar de obras sobre a história de Cáceres, Natalino tem a sua vida unida à vida da cidade, escrevendo-a em prosa e verso, além de possuir uma folha de serviços prestados à educação, ao poder público e à comunidade. O conjunto de sua obra constrói um panorama histórico e sócio-cultural de significativo valor documental e memorialista, colocando Cáceres no macrossistema de representação nacional e internacional.
Está aberto mais um espaço de conhecimento sobre o acervo documental e as personagens que constroem a nossa história cultural.

No lançamento em Cáceres, representantes da Academia Mato-Grossense de Letras e do Instituto Histórico de Cáceres: da esquerda para a direita: Cristina Campos, Olga Castrillon Mendes, Sueli Batista, Agnaldo Silva e Adilson Reis.
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O legado deixado pelo escritor Tertuliano Amarilha, titular da Cadeira 23 da Academia Mato-Grossense de Letras-AML, expressa de forma muito legitima a contribuição que ele deixou para a literatura. Na sua prosa e em seus versos, que somam mais de 500 títulos em português, espanhol e no guarani, nota-se que ele entregava-se verdadeiramente ao que escrevia”, disse a presidente da instituição, Sueli Batista que lamentou a partida do confrade, que era o sexto, dos 40 integrantes, por ordem de antiguidade na instituição. Seu falecimento se deu em decorrência de choque séptico, ocasionado por pneumonia. Além de escritor, na sua biografia registra-se o contabilista, jornalista, dicionarista, contista, poeta e compositor. Ele era filho de Eduardo Amarilla e Carmen Ávalos Amarilla, ambos de nacionalidade paraguaia viúvo, da senhora Guiomar,deixa quatro filhos, três netos e dois bisnetos.
Ao ingressar na instituição, em 1986, na presidência de Lenini Póvoas, Tertuliano citou que era quase inacreditável que naquela noite estivesse ele no mesmo lugar que o grande Dom Aquino Corrêa iluminou com a sua brilhante inteligência, recordando que na sua infância em Campanário (hoje Ponta Porã, divisa fronteiriça do Brasil e Paraguai), onde nasceu, ele se empolgava com os versos do Hino de Mato Grosso, nas festas cívicas, belíssimo poema do intelectual. Destacou ainda que ‘a humanidade, sem a literatura, desceria ao nada. Mas, alicerçada na inteligência e no saber, projeta-se para o alto afastando-se das trevas, para sorver os eflúvios da eterna bem-aventurança’. Terceiro ocupante da Cadeira 23, atuou em vários cargos na AML, o último deles foi na primeira gestão de Sueli Batista, como conselheiro fiscal.

Tertuliano viveu no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Veio para Cuiabá a convite do governador José Fragelli, de quem foi secretário particular, na década de 1970. Aposentou-se do serviço público do Estado. Sua dedicação à arte de escrever, resultou em centenas de livros em português, espanhol e guarani, e em diversos artigos para a Revista Mocidade – Casa Publicadora Brasileira – Santo André – SP; Jornal do Comércio – Campo Grande – MS e aos periódicos mato-grossenses: Diário de Cuiabá e Folha do Estado.
Considerado como poeta em níveis local, nacional e internacional, reconhecido por seus livros, sendo alguns títulos em três idiomas e por reconhecimentos e premiações. Recebeu convite de Portugal para participar do “Projeto Camões; teve publicações que despertaram o interesse de leitores dos EUA: “Flores dos prados mato-grossenses” e “Futuras Gerações, estão dentre outros que se encontram na livraria de Washington D.C; é autor dos Dicionários: português-guarani e guarani-português. Foi homenageado da Academia Brasileira de Letras-ABL, da parte do Acadêmico e Jornalista Murilo Mello Filho quando foi considerado: “Admirável intelectual, autor de uma obra importante na relação entre os idiomas guarani e português.
Recebeu premiações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e já publicou livros, além de no Brasil, para o Paraguai, México, Portugal e Chile. O programa Silvio Santos promoveu um “Concurso de Música” em São Paulo, com a participação da célebre cantora Perla, e Tertuliano Amarilha foi convidado para apresentar uma poesia com o título de “Perla paraguaia’. Homenageou também com uma destacada modelo brasileira, nascida em Mato Grosso do Sul, no livro Luiza Brunet, uma Deusa Imortal. Ele se apresentou com brilhantismo a poesia escrita em português e guarani. Em 2006 participou com estande exclusivo da Literamérica- Feira Sul-Americana do Livro, ocorrida em Mato Grosso e o fato mais inusitado foi ele ter lançado na AML, em uma única noite, 100 publicações. Quase todas as suas obras publicadas foram com recursos próprios.
Na qualidade de compositor letrista tem 70 fitas K7, CD’s, LP’s e DVD’s gravados por diversos artistas brasileiros. É associado à Casa do Poeta de São Paulo. Além de ter publicado mais de quinhentos livros, consta de sua história, por ele relatada, para a Revista dos 100 anos da AML, que ele tem a mesma quantidade, de inéditos, totalizando 1.000 títulos, além disso tem publicações no Facebook, acompanhando a mordenização tecnológica, até poucos meses antes de sua morte. Uma de suas ultimas poesias, retratava que a poesia já não brotava quando a vida o maltratava. “Girassóis” foi publicada em sua página do “Face” em 29 de dezembro de 2021. “Deus os fez para alegrar almas tristes dos mortais, são deleites para os olhos bonitos girassóis”. Outro poema, publicado um mês antes, mostrava o poeta confiante diante da morte. “Meu sonho me trouxe a este reino encantado repleto de flores que é um paraíso, aqui vejo o sol vertendo seus brilhos o céu exibindo um enorme sorriso”, disse em “Cantares na Brisa”. Para a presidente da AML, Sueli Batista, suas últimas poesia dão clareza da forma leve e sublime que Tertuliano Amarilha fez sua passagem, apesar da dor e do sofrimento experienciados em seus últimos dias.
O velório de Tertuliano Amarilha será nesta segunda-feira, das 8 às 15 horas, no Salão Nobre da Casa Barão, o cortejo terá como destino o Cemitério Bom Jesus, quando seu corpo será sepultado às 16 horas.





